sábado, 2 de maio de 2026

E O VENTO ME TROUXE

 


E O VENTO ME TROUXE

 

E o vento me trouxe saudade

para tanta naquela que já existia

na silenciosa alma minha.

Pelo vento, mandei minha saudade,

a quem saudade tanto a tem,

daquela que dia e noite, me vem.

 

E o vento que saudade me trouxe,

tem aromas da tua espera,

tem aconchego de quando aqui era.

E o vento que saudade leva,

tem anseios da minha espera

para eternamente te ter nesse viver.

 

O que passou, foi o vento das recordações

que me trouxe saudades que o tempo guardou.

O que agora vai, com a saudade minha,

é o que passa na primavera vinda,

esse que aos corações enlaça com as pétalas

que ele esvoaça, para ti, alma querida

 

Sempre haverá corações de carinho,

olhares de ternura, Ju

e, ternas palavras que se perdem no tempo,

e na vivência ficam ausentes,

mas a saudade, oh, a saudade…

essa sempre ficará presente.

 

Valdemar Muge

terça-feira, 21 de abril de 2026

SEM QUE ALGUÉM IMAGINE

 



SEM QUE ALGUÉM IMAGINE

Sem que alguém imagine,

vesti-me com as manhãs que traziam

a melodia da felicidade,

e, com as tardes que adormeceram

no leito do amor e da paz…

para encobrir no meu corpo, a alma triste

que o tempo traz

Na minha nova existência, habita o sol para

aconchegar o coração,

e o vento me traz as recordações da felicidade

que ficaram nos caminhos percorridos com os afetos

e amor acontecidos…


Para suavizar a solidão, no silêncio dos caminhos,

vou apanhando os sorrisos que perdi 

e as carinhosas palavras que não ouvi;

vou guardando dentro de mim, 

a ternura encontrada que não me chegou a ser dada,

e, recebendo o afetuoso abraço esperado,

como bálsamo para o prosseguir neste viver.

Agora, aqui estou e fico, outra coisa já não espero,

já não encontro no peregrinar que ainda falta percorrer

a exaltação do renascer na luz para novo ser…

fico apenas com o silêncio da saudade neste viver.

Valdemar Muge 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

NESSAS JANELAS LINDAS

 


         "SENTIDOS DE POESIA"

 

                          VI

 

      NESSAS JANELAS LINDAS

 

Nessas janelas lindas, floridas,

que de dia as pétalas são alegria,

têm flores que são canções para quem passa,

abraços de cor, encantos que nos enlaçam,

e, versos cantados para quem lá vivia…

 

Mas aquelas então viçosas flores que eram poesia,

quantas agora, são saudades de quem lá dentro mora…

quantas já não têm a companhia então vivida…

são recordações dum tempo que não mais volta,

onde não mais florescem as pétalas da alegria.

 

E as lágrimas correram, como correm as águas do rio,

no último beijo que lhe foi dado.

Até quando não sei, talvez um dia, meus lábios te beijam,

para minhas lágrimas se cessarem no rio do coração,

e se transformem em pétalas de rosas que virão...

 

Estas ruas vazias, sozinhas sem ti,

este silêncio presente de alma vazia:

têm saudades de quem não mais vi;

têm pedaços de dor, de mim, de quem perdeu a alegria,

de quem perdeu o amor, de quem perdeu a poesia…


Este chão, esta terra que pisaste,

seja terra sagrada que tiveste e amaste;

foi também alegria, e dor possuída;

Foi uma caminhada de vida feliz, e de lágrimas caídas…

foram vivências tuas e minhas tidas.


E no leito que durmo, a saudade mora ali:

Será sonho, será luz amiga que me ilumina?

Será talvez alguém que me chama

  nesta solidão que mora em mim,

neste vazio no coração da falta de ti.


E, nestas janelas lindas, floridas,

outras flores virão, com a esperança

de ter novas vidas, novas alegrias, nova canção.

Virão trazer novas mensagens de paz,

que no olhar, a singela beleza nos trás.

 

                     Valdemar Muge

terça-feira, 10 de março de 2026

E O TEMPO PASSA

 



E O TEMPO PASSA

 

E o tempo passa por nós,

ele vai e não mais volta…

mas fica a saudade dele tanta,

fica a recordação do que ficou em nós.


e o tempo passou, não esperou mais por mim...

Bem mais lhe pedi, para mostrar ao que vim. 

cada qual vive o seu. ele, cumpriu e deu.

O meu, o destino assim o concedeu

 

Fica a saudade desse mar de magia,

que me fez ser saudade marejada de poesia;

Desta terra prezada, então vivida,

que dela cantei seus encantos e a alegria.

 

Deste mar que o sentir me tem,

serei mar que a todos abraça e que vos tem;

Sou desta terra que guarda vossos sorrisos,

vossas vivências felizes e também de dor tida.

 

Agora… caminho com a aragem do mar

e o aroma nascido nesta terra querida;

vou nas águas das fontes que correm para o mar…

com elas, levo a saudade da minha Ovar.

 

 

Valdemar Muge

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

MEU OLHAR SEGUE O CAMINHO

 


     

MEU OLHAR SEGUE O CAMINHO

Meu olhar segue o caminho da água do rio,

esse, o destino que a natureza lhe criou.

E, tantos são aqueles que podemos seguir,

para encontrar o Criador do nosso destino:

Seguirei a luz solar que me ilumina,

                        apanhando o fresco orvalho e a suave brisa,

o cântico dos pássaros e a melodia das palavras,

a paz do silêncio e a doce ternura dos olhares.

Guardo a alegria da felicidade encontrada,

as recordações das tristezas acontecidas,

o alvorecer de cada dia à vida,

e, a gratidão da poesia no entardecer.

Carrego a saudade de quantos sorrisos idos,

as tristezas de quantos queridos perdidos,

as lágrimas da dor que o coração sofreu,

para que dê valor de quanto isto na vida valeu.

Sigo o caminho da esperança,

da fraternidade, da paz.

Procuro os caminhos dos vossos ternos olhares,

dos sentidos sinceros e fraternos em nós.

Valdemar Muge

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

QUANTO TEMPO

 


      

   QUANTO TEMPO

Quanto tempo espeo por ti,

que já não sei há quanto tempo foi ...

pois neste tempo aguardado,

meu ser, saudoso, sem ti viveu.

Tenho as flores que mais gostas,

os afetos de sincera amizade e cordealidade.

Para ti serão, quamdo nos encontrarmos,

num abraço querido há tanto tempo desejado...

Hoje, apenas lês os meus versos,

só assim, é que contigo estou e sabes quem sou.

Quanto mais os leres, mais perto de ti estarei;

assim,  já mais sózinho não ficarei,

quando ao leres as palavras que  te doei.

Ao leres meus versos,

navegaremos juntos no mar que cantei,

abraçaremos a luz solar e o brilho das estrelas,

o cântico da amizade e dos afetos,

o abraço da alegria, da felicidade e da paz.

Valdemar Muge