segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O HOMEM


És tu homem que cantaste as maravilhas da Natureza
de tamanho encanto e quanta beleza!:

Disseste o que o mar, na mansidão, nos suaviza
e as copiosas fontes nos murmura na fresca desliza;
Da luz Solar que nos abraça e a todos alberga,
e das Estrelas que no Universo da noite, cintila e eleva.

Eis a vida do mistério silente
que quanto tem o dá e se sente...
Que seria dela nesse silencio da vida,
se não fosse o homem, como fecundo pólen,
para a voz lhe dar à sua força querida?

És tu, que com teus sonhos, a imagem transmites;
com teu sentir, o clamor percursor lhe dás,
com teu querer, sempre com ela estás
porque dela és, latejas e vives.

Serás tu o complemento desta Obra-prima,
o enviado propagar da Natureza que se anima?
Serás tu o animante desta sobrevivência
ou o destruidor de onde vives?
- Ó Clemência!

Tu homem:
 viverás a vida que possas ter
e que melhor saibas nela viver.


 MUITOS SÃO os seres que habitam na Terra,
mas tu, homem, bem sabes o que dentro de ti encerra...
porque és diferente de todos que aqui habitam
e com eles saber viver e os compreender.

És distinto, porque teus desejos brotam carinho;
teu coração, anseia amizade de feliz união;
tua alma, procura o fluido do amor,
corrente que desejas com fervor.

Tuas palavras, buscam convívio;
teu olhar. percorre a beleza irradiante;
tuas mãos, pretendem abraçar a paz
que quão difícil é neste tempo que faz.

És diferente dos outros seres, ó homem!:
Porque tens a inteligência da sabedoria;
o querer de aprender e sempre mais seria;
a força do ser de melhor sempre ser
no ideal aperfeiçoamento de mais querer.

És o ser que vive, que melhor deve
cultivar a existência do Universo!
O progénito da essência desta Terra,
a maior maravilha que nela encerra!
(e mal se assim o não honrasses,
serias então um vil nela ser.)
És enfim, fonte de vida para vida aqui ser.


              Valdemar Muge





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