sábado, 22 de setembro de 2012

JANELA DE RECORDAÇÕES



Por dentro  daqueles  quadriculados  vidros,
da  velha  janela  com  as  portas  de  crivos,
- da noiva, já de olhos cansados, - as  belas  rendas 
saíam  de  suas  mãos,  com quantos  suspiros.


Lá dentro  daquela  saudosa  janela,
quanta  nostalgia  e  lamentos,  enfim...
daquele  amor  que  nunca  terá  fim,
- ansiosa  felicidade daquela donzela.-


E vós, que da  janela também  aguardavas:
o  marido  ausente,  distante,  que  amavas;
a  mãe  dilacerada,  o  filho  que  combatia!


E aquela triste viúva,  com  a  dura  saudade,
orava  pelo querido seu, - dura  fatalidade! -
Sois janelas de recordações, vidas que possuías.  


Valdemar Muge


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