terça-feira, 10 de março de 2026

E O TEMPO PASSA

 



E O TEMPO PASSA

 

E o tempo passa por nós,

ele vai e não mais volta…

mas fica a saudade dele tanta,

fica a recordação do que ficou em nós.


e o tempo passou, não esperou mais por mim...

Bem mais lhe pedi, para mostrar ao que vim. 

cada qual vive o seu. ele, cumpriu e deu.

O meu, o destino assim o concedeu

 

Fica a saudade desse mar de magia,

que me fez ser saudade marejada de poesia;

Desta terra prezada, então vivida,

que dela cantei seus encantos e a alegria.

 

Deste mar que o sentir me tem,

serei mar que a todos abraça e que vos tem;

Sou desta terra que guarda vossos sorrisos,

vossas vivências felizes e também de dor tida.

 

Agora… caminho com a aragem do mar

e o aroma nascido nesta terra querida;

vou nas águas das fontes que correm para o mar…

com elas, levo a saudade da minha Ovar.

 

 

Valdemar Muge

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

MEU OLHAR SEGUE O CAMINHO

 


     

MEU OLHAR SEGUE O CAMINHO

Meu olhar segue o caminho da água do rio,

esse, o destino que a natureza lhe criou.

E, tantos são aqueles que podemos seguir,

para encontrar o Criador do nosso destino:

Seguirei a luz solar que me ilumina,

                        apanhando o fresco orvalho e a suave brisa,

o cântico dos pássaros e a melodia das palavras,

a paz do silêncio e a doce ternura dos olhares.

Guardo a alegria da felicidade encontrada,

as recordações das tristezas acontecidas,

o alvorecer de cada dia à vida,

e, a gratidão da poesia no entardecer.

Carrego a saudade de quantos sorrisos idos,

as tristezas de quantos queridos perdidos,

as lágrimas da dor que o coração sofreu,

para que dê valor de quanto isto na vida valeu.

Sigo o caminho da esperança,

da fraternidade, da paz.

Procuro os caminhos dos vossos ternos olhares,

dos sentidos sinceros e fraternos em nós.

Valdemar Muge

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

QUANTO TEMPO

 


      

   QUANTO TEMPO

Quanto tempo espeo por ti,

que já não sei há quanto tempo foi ...

pois neste tempo aguardado,

meu ser, saudoso, sem ti viveu.

Tenho as flores que mais gostas,

os afetos de sincera amizade e cordealidade.

Para ti serão, quamdo nos encontrarmos,

num abraço querido há tanto tempo desejado...

Hoje, apenas lês os meus versos,

só assim, é que contigo estou e sabes quem sou.

Quanto mais os leres, mais perto de ti estarei;

assim,  já mais sózinho não ficarei,

quando ao leres as palavras que  te doei.

Ao leres meus versos,

navegaremos juntos no mar que cantei,

abraçaremos a luz solar e o brilho das estrelas,

o cântico da amizade e dos afetos,

o abraço da alegria, da felicidade e da paz.

Valdemar Muge

sábado, 29 de novembro de 2025

QUANDO UM DIA


 

QUANDO UM DIA

 

 

Quando um dia for com o vento

voando para as estrelas de Celestial Luz,

nas primaveras que encontrar,

encontrarei tantos ausentes, saudosos queridos...

então, nessas primaveras em flor,

com o canto da alegria e de amor, os abraçarei,

porque junto delas,

estarão os corações da fraternidade e do amor...

aí sei, que encontrarei o bálsamo

para a minha saudade de quem um dia deixar.

 

Quando um dia for com a aragem

nas tardes de verão que por elas voar,

despedir-me-ei, deslizando nas ondas do mar,

num saudoso abraço de saudade,

e, nas fontes por onde aqui passei e amei, pousarei

nessa suavidade que as águas me traziam e as cantei.

 

Quando um dia não tiver os silêncios do outono,

e tudo seja um passado tido, levarei do que guardei,

um regaço de natureza de cor e encanto,

para cantar a saudade disto perdido

(com o companheiro vento e a aragem amiga,)

a todos que encontrar,

para que me ouçam, me queiram abraçar

nos encontros do novo amar.

 

Quando um dia, aqui,

já não mais vos poder abraçar,

abraçarei nas estrelas da nova Luz,

todos os queridos, todos os amados,

esses espíritos que nos protegem e nos esperam

no eterno abraço de paz e amor.

 

Valdemar Muge

sábado, 15 de novembro de 2025

MARIA SAUDADE


 

MARIA SAUDADE

 

Maria Saudade,

quanta saudade aqui deixaste...

ai Saudade, Saudade,

e quanto de mim levaste!...

Mas de ti, deixaste a infindável

saudade no meu coração.

 

Como tudo se calou:

Já não ouço as aves a cantar;

o canto das fontes e do mar,

se silenciaram na triste despedida 

desse dia de dor acontecida...

como elas choraram, choraram

que nas águas, lágrimas correram solitárias.

Só vejo olhos tristes, saudosos,

que te queriam amar e falar;

só vejo corações de saudade,  

que ainda te queriam abraçar.

 

Agora, só ouso a voz do sentir da saudade,

da Saudade perdida do triste dia acontecido.

 

Valdemar Muge

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

NOS CAMINHOS DO TEMPO


 

NOS CAMINHOS DO TEMPO

Como queria que minhas palavras percorressem o tempo,

voassem, voassem, e, pousassem nos vossos corações,

e, elas fossem resultado de vos sentirem mais felizes

em cada dia, em cada instante;

criassem sorrisos, amizades e fraternidades

nos seres tristes e desanimados.

Mas não creio... já não canto 

e o sentir triste me é refúgio;

como poderão semearem alegrias de luz 

e brilhos de felicidade,

se risos e cantos, é  do tempo que já me passou...

esses, ficaram na juventude, que já não sou;

pois, se a pudesse encontrar, 

trazia a alegria que lá ficou,

e deixava a saudade que me pousou..

desilusão  esta, que não sei onde ficou.

 

Se não tivesse tido caminho agreste,

montanha íngreme, e, espinhos silvestres...

na procura de vales floridos, e sentidos queridos,

a existência teria outro sentir, outro permanecer.

O tempo nos ensina, nos mostra o caminho,

nos amadurece com paz e amor,

com dor e saudade, com esperanças e gratidão,

mas nunca completará a desejada satisfação...

Somos seres inconformados, 

desejosos de querer ser mais perfeitos,

peregrinos de procura de maior felicidade.

 

Agora, é saber compreender o tempo,

e saber amar a paz que ele ainda  nos traz.

No silêncio das memórias, 

busco os encantos felizes vividos,

para preencher o vazio outonal

que o tempo me trouxe na bruma triste do vento.

E, neste silêncio, neste viver, 

encontrarei o afago matinal

para percorrer o caminho,

á procura de novos tempos de luz.


Valdemar Muge

sábado, 2 de agosto de 2025

SE HOUVER UM DIA


 

SE HOUVER UM DIA

 

Se houver um dia que as memórias não tenham dor;

a história vivida, seja efeméride do passado;

as recordações já não sejam saudades vivas dor,

por serem ausências no presente,

então, o tempo foi cruel, atraiçoou.

Talvez viverão longe daqui,

onde tudo estará guardado em lugar secreto.

Então, tudo virá á memória em sonhos,

porque esses, nunca morrem, sempre viverão...

enquanto houver vida, permanecerão.

Neles, será lembrado,

tudo será recordado com saudade;

serão bálsamo do isolamento sentido,

para a vivência do suave e carinhoso alívio.

Será talvez a nova morada da saudade,

 o eterno destino do silêncio da paz, lhe dada.

 

Se houver um dia que o reencontro aconteça,

será convívio onde haverá alegrias,

com sorrisos de ternura e de paz.

 

Valdemar Muge